Ferraço muda estratégia e parte para o ataque na disputa pelo Governo do ES
A campanha pelo Governo do Espírito Santo começa a ganhar novos contornos. Depois de um período marcado por uma disputa considerada morna, a equipe do governador Ricardo Ferraço (MDB) mudou a estratégia nesta semana e passou a concentrar ataques no ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), apontado como seu principal adversário na última pesquisa Quaest para a Rede Gazeta.
A mudança ficou evidente na televisão e nas redes sociais. O principal alvo da campanha passou a ser justamente a trajetória de Pazolini à frente da Prefeitura de Vitória, cargo que deixou em março deste ano.
Esse ponto também está relacionado à principal bandeira apresentada por Pazolini até aqui: a promessa de levar para os 78 municípios do Espírito Santo ações e resultados que, segundo ele, foram obtidos durante sua gestão na capital, entre janeiro de 2021 e março de 2026.
A estratégia de Ricardo Ferraço segue em direção contrária. A campanha passou a destacar aquilo que o governador afirma que o Estado não conseguiu executar em Vitória nos últimos anos, atribuindo parte das dificuldades à atuação da administração municipal comandada por Pazolini.
A disputa expõe uma antiga tensão política entre o Palácio Anchieta e a Prefeitura de Vitória. Ao longo dos últimos anos, os dois grupos protagonizaram divergências sobre obras, investimentos e ações do governo estadual na capital. Agora, esse embate começa a ocupar espaço de maneira mais explícita na campanha eleitoral.
Prefeitos entram em cena
Além de intensificar as críticas a Pazolini, Ricardo Ferraço também passou a explorar o apoio de prefeitos da Grande Vitória no horário eleitoral.
No programa do governador exibido na quarta-feira (16), participaram, em sequência, Wanderson Bueno (Podemos), prefeito de Viana, Arnaldinho Borgo (PSDB), prefeito de Vila Velha, Weverson Meireles (PDT), prefeito da Serra, e Euclério Sampaio, prefeito de Cariacica.
A presença dos prefeitos reforça a estratégia de apresentar apoio político regional ao governador e ampliar a presença da campanha para além da disputa direta entre Ferraço e Pazolini.
A mudança indica uma campanha mais ofensiva de Ricardo Ferraço, que passou a mirar diretamente o principal nome apontado nas pesquisas como adversário na corrida pelo Palácio Anchieta.





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