• Cachoeiro de Itapemirim, 30/09/2026
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Família capixaba que cultiva cacau há mais de 100 anos estampa caixa de bombons Garoto


Família capixaba que cultiva cacau há mais de 100 anos estampa caixa de bombons Garoto

Há mais de 100 anos, quatro gerações de uma mesma família cultivam cacau às margens do Rio Doce, no Espírito Santo. A história começou com Waldir Durão, passou por filhos e netos e chegou a Evandro Guimarães e Rosana Pandolfo, que hoje ajudam a manter a produção na Fazenda Oscar Pestana, em Linhares, no Norte do Estado.

Agora, parte dessa trajetória vai deixar o campo para chegar às prateleiras de supermercados de todo o país. Evandro e Rosana estão entre os produtores capixabas escolhidos para estampar uma edição especial da tradicional caixa amarela de bombons da Garoto.

Pela primeira vez, a fabricante leva produtores de cacau para a embalagem da caixa de bombons. Serão três versões, cada uma inspirada na história de uma família produtora do Espírito Santo. Além de Evandro e Rosana, participam Ana Rigoni, da Fazenda Guarani, e os irmãos Wellington e Willian Menelli, da Fazenda São Luiz.

As três embalagens serão lançadas simultaneamente e começarão a ser distribuídas ao varejo nacional em outubro. Segundo a gerente de Marketing da Garoto, Priscilla Caselatto, trata-se de uma edição limitada, disponível enquanto durarem os estoques.

“Na Fazenda Oscar Pestana, nós estamos na quarta geração. Iniciou com o meu bisavô, Waldir Durão, passou para o meu avô e minha avó, que passaram para a minha mãe, e hoje estou eu, a Rosana, a Thaís, que é minha irmã, Pedro, que é meu cunhado, e minha mãe também faz parte da operação”, afirmou Evandro Guimarães, produtor rural.

Na Fazenda Oscar Pestana, o cultivo é realizado pelo sistema cabruca, em que os cacaueiros crescem sob a sombra de árvores nativas. Segundo Evandro, a atividade atravessou diferentes gerações sem deixar de lado a preservação da vegetação da propriedade.

“Ao longo desse trajeto, já foram mais de 100 anos trabalhando em sistema cabruca, às margens do Rio Doce, onde nós garantimos a preservação da Mata Atlântica, junto com a busca pela alta produtividade”, afirmou.

A família também participa de um programa da Nestlé voltado à cadeia produtiva do cacau. No Espírito Santo, a iniciativa reúne cerca de 300 produtores parceiros em 7 mil hectares cultivados.

Por meio do programa, Evandro participou de ações relacionadas ao manejo, à diversificação das lavouras, aos sistemas agroflorestais e à qualidade das amêndoas. A propriedade também recebe assistência técnica e mudas.

Para Rosana, descobrir que a família seria uma das retratadas na caixa trouxe a sensação de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido na propriedade ao longo de décadas.

“Foi um dia muito alegre, de muita comemoração. E foi muito emocionante, porque foi uma sensação de reconhecimento de que a Nestlé, de que a Garoto estavam olhando para o produtor. Foi uma sensação de dever cumprido”, afirmou.

Segundo a Garoto, a escolha das famílias considerou diferentes histórias e realidades da produção de cacau no Espírito Santo. Entre os critérios citados pela empresa estão a qualidade da produção, a adoção de práticas sustentáveis, a inovação no campo e o compromisso com uma cadeia produtiva responsável.

A escolha de produtores capixabas também está relacionada à história da Garoto no Estado, onde a empresa mantém sua fábrica em Vila Velha. A proposta é aproximar o consumidor da origem do cacau utilizado na fabricação dos chocolates.

“Ao trazer produtores de cacau para a embalagem pela primeira vez, queremos reconhecer e valorizar as pessoas que estão na origem dos nossos chocolates. É uma forma de mostrar que por trás de cada bombom existe uma cadeia construída com dedicação, conhecimento e compromisso com a qualidade”, afirmou Priscilla Caselatto, gerente de Marketing da Garoto.

Cada uma das três versões da caixa apresenta uma trajetória ligada à produção de cacau. Ana Rigoni, da Fazenda Guarani, foi escolhida pela tradição familiar e pelo trabalho voltado à qualidade da produção.

Rosana Pandolfo e Evandro Guimarães, da Fazenda Oscar Pestana, aparecem associados ao uso de sistemas agroflorestais e à relação entre produção e preservação ambiental. Já Wellington e Willian Menelli, da Fazenda São Luiz, foram escolhidos pelo uso de tecnologias e investimentos para aumentar a eficiência da lavoura.

A edição especial também marca o lançamento da plataforma “Feito de Brasil”, iniciativa que a Garoto pretende desdobrar em outros produtos, ações e campanhas. Nas caixas, as histórias dos produtores também serão apresentadas em conteúdos nas redes sociais da marca.

Para Rosana, aparecer na embalagem pode ajudar a mostrar ao consumidor que, antes de o cacau se transformar em chocolate, existe uma cadeia formada por famílias e trabalhadores do campo.

“Eu gostaria que eles soubessem que o cacau é uma das culturas mais sustentáveis, que é uma agrofloresta, e que é uma das culturas que permite produzir junto com a natureza. Gostaria que eles soubessem que é feito de pessoas”, afirmou.

Ela também deixa um convite para quem conhece o cacau apenas depois de transformado em chocolate: visitar uma propriedade e acompanhar de perto a rotina de produção.

“Eu gostaria de convidá-los a conhecer roças de cacau, principalmente cabrucas, vivenciar o dia a dia, colher um fruto, experimentar uma amêndoa e tomar um suco de cacau”, completou Rosana.




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