Prefeito do ES é afastado após ameaçar demitir 700 servidores dependendo do resultado das eleições
O prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Luiz Cardoso, foi afastado do cargo pela Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (19), após uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre suspeitas de coação eleitoral. O caso começou depois que o prefeito falou, em um vídeo publicado nas redes sociais, sobre a possibilidade de demitir cerca de 700 servidores comissionados, dependendo do resultado do segundo turno das eleições.
O vídeo foi divulgado no dia 10 de outubro. Segundo a PF, há indícios de que o prefeito tenha relacionado a permanência dos funcionários nos cargos ao resultado da disputa eleitoral, o que levantou suspeitas de pressão sobre servidores municipais.
A investigação também apura se Lastênio condicionou a continuidade de obras e serviços da prefeitura ao resultado da eleição estadual. Os policiais ainda investigam o possível uso de um evento público para fazer propaganda eleitoral.
Polícia Federal faz buscas e apreende materiais de campanha
O afastamento ocorreu durante a Operação 1932, deflagrada pela Polícia Federal para investigar o caso.
Os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de busca pessoal. As medidas foram autorizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), após parecer favorável da Procuradoria Regional Eleitoral.
Além de ser afastado do cargo, Lastênio ficou proibido de acessar as dependências da prefeitura.
Durante as buscas, os policiais apreenderam materiais de campanha eleitoral, que serão analisados para verificar se têm relação com as suspeitas investigadas.
A Polícia Federal apura possíveis crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e uso de serviços públicos em benefício de organização política, previstos no Código Eleitoral.
O prefeito segue sob investigação. O afastamento foi determinado pela Justiça Eleitoral e não significa que ele tenha sido condenado pelos fatos apurados.




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