• Cachoeiro de Itapemirim, 27/10/2026
  • A +
  • A -
Publicidade

Eleição de Pazolini marca vitória histórica da direita no governo do Espírito Santo


Eleição de Pazolini marca vitória histórica da direita no governo do Espírito Santo

A vitória de Lorenzo Pazolini (Republicanos) nas eleições deste domingo (25) não representa apenas uma mudança no comando do governo do Espírito Santo. O resultado também marca um momento histórico para a direita capixaba. Desde a redemocratização, o Estado não havia elegido um governador que se apresentasse abertamente como representante desse campo político.

Pazolini chega ao Palácio Anchieta após uma campanha em que não escondeu seu posicionamento conservador. Filiado ao Republicanos, teve o PL como um dos principais aliados desde o primeiro turno e manteve uma relação próxima com o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A parceria ficou evidente durante a campanha. No dia 17 de outubro, Pazolini e Flávio participaram juntos de um ato político na Praia de Camburi, em Vitória. Diante dos apoiadores, em cima de um trio elétrico, o então candidato ao governo destacou a “união da direita” no Espírito Santo.

Para entender o significado da vitória, basta olhar para os nomes que comandaram o Estado nas últimas décadas.

Entre 1982 e 2022, foram realizadas 11 eleições diretas para governador no Espírito Santo. Nesse período, sete políticos chegaram ao Palácio Anchieta pelo voto popular: Gerson Camata (PMDB), Max Mauro (PMDB), Albuíno Azeredo (PDT), Vitor Buaiz (PT), José Ignácio (PSDB), Paulo Hartung (PSB e PMDB) e Renato Casagrande (PSB).

Hartung e Casagrande foram eleitos três vezes cada um.

Ao longo desses anos, o Espírito Santo teve governadores de diferentes partidos e orientações políticas. Alguns adotaram posições mais próximas do centro e outros defenderam pautas conservadoras, mas nenhum construiu sua trajetória eleitoral com uma identificação tão explícita com a direita quanto Pazolini.

O ex-prefeito de Vitória, por outro lado, fez dessa aproximação uma parte visível de sua campanha. Além da aliança com o PL, apoiou Flávio Bolsonaro na disputa presidencial e recebeu o apoio do senador na corrida pelo governo estadual.

A eleição de Pazolini, portanto, representa uma mudança que vai além da troca de nomes no Executivo. Pela primeira vez nesse período, um candidato que assume publicamente sua identidade de direita chega ao governo capixaba pelo voto popular.

Agora, com a disputa encerrada, Pazolini terá pela frente o desafio de transformar as propostas apresentadas durante a campanha em ações de governo e administrar um Estado que, nas últimas décadas, esteve sob o comando de diferentes forças políticas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.