DPCA prende investigado por estupro de vulnerável contra filhas e enteada
A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), prendeu, na última quinta-feira (29), um suspeito de 39 anos investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável contra suas duas filhas, atualmente com 15 e 7 anos, e contra a enteada, de 14 anos. Conforme apurado, os crimes ocorreram por mais de dez anos.
Os detalhes da investigação e da ação policial foram apresentados em entrevista coletiva realizada nessa segunda-feira (02), na Chefatura de Polícia Civil, em Vitória.
De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Marcelo Cavalcanti, a filha mais velha passou a sofrer os abusos quando tinha apenas seis anos de idade, durante visitas ao pai, sendo o episódio mais recente registrado ainda no ano de 2025. A enteada do investigado, de 14 anos, também foi vítima. “Uma tinha conhecimento dos abusos sofridos pela outra, e ambas se uniram para proteger a irmã mais nova, de apenas sete anos”, relatou o delegado Marcelo Cavalcanti.
As diligências realizadas, aliadas aos laudos periciais, reuniram um conjunto probatório consistente. “Diante da gravidade dos fatos e das provas colhidas ao longo da investigação, a Polícia Civil efetuou a prisão do suspeito e concluiu o inquérito policial. O investigado responde judicialmente pelos crimes de estupro de vulnerável praticados contra as três vítimas”, afirmou o delegado.
Segundo as apurações, o homem se aproveitava da ausência da companheira, quando ela saía para trabalhar, para cometer os abusos. A filha de 15 anos chegou a escrever uma carta à madrasta relatando os fatos. Além da violência sexual, o investigado oferecia dinheiro e proferia ameaças de morte com o objetivo de manter o silêncio das vítimas.
O caso foi comunicado à DPCA após denúncia formalizada por uma tia materna da adolescente de 15 anos. O suspeito foi localizado e preso em seu local de trabalho, no município da Serra, sendo posteriormente encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra, onde permanece à disposição da Justiça.




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