Paciente é preso após atacar técnicas de enfermagem no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória
Um paciente, de 40 anos, foi preso após provocar momentos de terror no Hospital Estadual de Urgência e Emergência, em Vitória. Segundo a polícia, ele perseguiu uma funcionária e rendeu uma técnica de enfermagem, ameaçando perfurar o pescoço dela com uma seringa. O suspeito também portava uma faca dentro da unidade.
De acordo com a Polícia Militar do Espírito Santo, por volta das 4h30 de sábado (28), o homem tomou à força uma seringa das mãos de uma profissional no momento em que ela se preparava para administrar medicação. Em seguida, passou a ameaçá-la, levando a funcionária a correr pelos corredores em busca de ajuda.
Durante a confusão, ele perseguiu a vítima e conseguiu agarrar outra técnica de enfermagem com um golpe conhecido como “gravata”, afirmando que perfuraria o pescoço dela caso a segurança fosse acionada. Segundo o boletim de ocorrência, ele chegou a tentar atingir a região do pescoço da profissional com a seringa.
Um segurança interveio rapidamente e, utilizando uma cadeira, conseguiu afastar o agressor e libertar a funcionária. O suspeito deixou cair uma faca que carregava. Mesmo após a intervenção, ainda tentou recuperar os objetos, mas foi contido por seguranças e por um policial penal que realizava escolta no hospital, até a chegada da PM.
O homem foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória. A Polícia Civil do Espírito Santo informou que ele foi autuado em flagrante por duas tentativas de homicídio e encaminhado ao presídio.
Conselho repudia ataque
Em nota, o Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo repudiou o ataque e afirmou que acompanha o caso. A entidade classificou como inaceitável qualquer ato de violência contra profissionais da enfermagem e cobrou medidas efetivas para garantir segurança nas unidades de saúde.
O conselho informou ainda que já havia feito denúncias anteriores sobre problemas de segurança e condições estruturais no hospital, com encaminhamentos ao Ministério Público do Trabalho. Segundo o Coren-ES, a entidade seguirá cobrando providências para assegurar condições dignas e seguras aos profissionais e à população atendida.




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