“Persegui os culpados por 23 anos”, diz pai de juiz Alexandre Martins antes de julgamento
Pouco antes do início do julgamento do juiz aposentado Antônio Leopoldo, acusado de ser um dos mandantes do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, o pai da vítima falou sobre a expectativa da família por uma condenação após mais de duas décadas de espera.
Em frente ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), na manhã desta quinta-feira (12), Alexandre Martins de Castro afirmou que a família aguarda que a sentença seja proporcional à gravidade do crime.
Segundo ele, são 23 anos de espera por justiça desde o assassinato do filho.
“A expectativa é de uma condenação que é merecida, que é aguardada, porque o crime foi muito grave e merece uma condenação compatível com essa gravidade.”
O pai lembrou que a ausência do filho continua presente no cotidiano da família, especialmente em datas simbólicas.
“São 23 anos em que eu não tenho a companhia dele. Natal, Semana Santa, Dia dos Pais, aniversário… essas datas de família trazem uma saudade. Não um sofrimento, mas uma saudade.”
Ele também afirmou que nada pode reparar a perda, mas destacou que buscou justiça ao longo de todo esse período.
“Nada vai apagar, nada vai trazer ele de volta, mas pelo menos eu fico com a consciência tranquila de que fiz o meu papel de pai, que era perseguir os culpados até os dias de hoje.”
De acordo com ele, uma eventual condenação também teria efeito simbólico e pedagógico.
“Dependendo da condenação, ela será pedagógica e vai desestimular, principalmente, o ataque às autoridades. Não é possível que o Estado tenha elementos do alto escalão atingidos como o Alexandre foi. Isso é um absurdo.”
O julgamento de Antônio Leopoldo ocorre no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e trata da acusação de que ele teria participado como um dos mandantes do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, morto em março de 2003, em Vila Velha.




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