• Cachoeiro de Itapemirim, 08/04/2026
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Testes apontam Praia da Guarderia imprópria para banho após análise da água na baía de Vitória


Testes apontam Praia da Guarderia imprópria para banho após análise da água na baía de Vitória

Os primeiros testes realizados na baía de Vitória por um grupo de trabalho coordenado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES) indicaram que a região da Praia da Guarderia está imprópria para banho. A conclusão tem como base análises de balneabilidade, que avaliam a qualidade da água.

De acordo com os resultados, a classificação de impropriedade se deve à presença de bactérias nas amostras coletadas. Até o momento, três coletas já foram realizadas desde o fim de março, dentro de um cronograma de cinco semanas de análises.

Segundo o coordenador técnico da Associação de Oceanografia do Espírito Santo, Nelio Augusto Secchin, a primeira etapa do trabalho foi focada justamente na balneabilidade. Ele afirmou que, embora já haja uma resposta inicial à população, as investigações seguem em andamento.

“A gente tem uma resposta para a sociedade de que está um ambiente não propício, mas o grupo continua os trabalhos para ampliar esse entendimento”, explicou.

Uma nova coleta está prevista para a próxima semana, e os dados continuarão sendo submetidos a análises laboratoriais. Paralelamente, o grupo também deve avançar em estudos voltados à melhoria do saneamento básico, considerado um desafio na capital capixaba.

Secchin destacou que a região recebe influência de diversas bacias hidrográficas, o que contribui para a chegada de contaminantes ao mar. “Essa parte do litoral é a ponta de dez bacias hidrográficas. Temos vários passivos ambientais que precisam ser compreendidos”, afirmou.

Além da qualidade da água, os pesquisadores também investigam a origem de uma mancha escura identificada recentemente no mar. As próximas amostras devem ajudar a esclarecer a causa do fenômeno.

O vice-presidente do Conselho Regional de Biologia, Daniel Motta, apontou que há hipóteses em análise, como o despejo irregular de substâncias e intervenções recentes na região, incluindo obras de macrodrenagem e dragagem no canal de Camburi.

Ele ressaltou, no entanto, que ainda não há conclusão definitiva. “São apenas suposições neste momento. A resposta mais precisa deve sair em cerca de três semanas”, disse.

Enquanto isso, a recomendação é que a população evite o banho na região até que novas análises confirmem a segurança da água.




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