Após perder filha de 19 anos para câncer raro, mãe faz alerta que pode salvar vidas
Uma jovem cheia de sonhos, dedicada aos estudos e lembrada pelo carinho com familiares e amigos. Assim é descrita Manoela Vilela Ferreira de Lima, de 19 anos, estudante e ex-estagiária do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES), que morreu no último dia 19 de julho, após meses de luta contra um câncer raro.
Manoela enfrentava uma neoplasia na glândula adrenal esquerda, descoberta no fim de 2025. A doença interrompeu os planos da jovem, que sonhava em cursar Direito ao lado do namorado.
Aluna do Colégio UP desde o ensino fundamental até o ensino médio, Manoela também atuou como estagiária no Tribunal de Contas do Espírito Santo. Segundo familiares, ela era conhecida pela responsabilidade, maturidade e pela forma acolhedora com que tratava as pessoas.
Sonhos interrompidos
Mesmo durante o tratamento, Manoela continuou alimentando o desejo de ingressar na faculdade de Direito. Ela chegou a prestar vestibular, mas não conseguiu iniciar a graduação em razão da evolução da doença.
O câncer que acometeu a jovem teve origem na glândula adrenal (ou suprarrenal), localizada acima do rim. A neoplasia é causada pelo crescimento anormal de células na região, podendo dar origem a tumores benignos ou malignos.
Alerta da mãe
Em entrevista a mãe de Manoela, Paula Cássia Bezerra Ferreira, afirmou que decidiu compartilhar a história da filha para conscientizar outras famílias sobre a importância de investigar sintomas persistentes e buscar novas avaliações médicas quando necessário.
Emocionada, ela deixou um apelo às mães.
"A mensagem que eu deixo para as mães é que a gente nunca pode, no primeiro momento, aceitar um laudo ou o que o médico disser. Eu acho que a gente tem que investigar até o final", afirmou.
Segundo Paula, tornar a história pública é uma forma de transformar a dor da perda em um alerta que possa ajudar outras pessoas a buscar um diagnóstico precoce e ampliar as chances de tratamento.
A história de Manoela comoveu familiares, amigos e colegas, que destacaram sua força durante a luta contra a doença e lembraram da jovem pelos sonhos que cultivava e pelo legado de carinho e dedicação que deixou.




COMENTÁRIOS