• Cachoeiro de Itapemirim, 24/07/2026
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Tarifaço dos EUA poupa café capixaba, mas ameaça frango, ovos e pescados


Tarifaço dos EUA poupa café capixaba, mas ameaça frango, ovos e pescados

Os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começam a ser calculados e trazem um cenário de alívio para parte do agronegócio capixaba, mas também de preocupação para importantes cadeias produtivas do Espírito Santo.


Produtos estratégicos para a economia do Estado, como café (inclusive o solúvel), pimenta-do-reino, gengibre, mamão, carne bovina e celulose ficaram de fora tanto da tarifa de 25% anunciada na última semana quanto da nova cobrança de 12,5%, preservando a competitividade dessas exportações no mercado norte-americano.


Por outro lado, setores como avicultura e pescados continuam no radar das preocupações. A carne de frango e os ovos, que movimentam uma extensa cadeia produtiva na Região Serrana do Espírito Santo, não foram incluídos na lista de exceções e seguem sujeitos às novas tarifas.


No caso dos pescados, parte dos produtos escapou da cobrança de 25%, mas permaneceu sujeita à nova tarifa de 12,5%, o que pode elevar significativamente os custos para exportação, dependendo da classificação fiscal de cada produto.


Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a situação exige atenção, principalmente para os setores que continuam expostos às sobretaxas.


"Temos uma preocupação especial com a avicultura de corte e postura, que agora estão sujeitas à soma das tarifas independentes e alcançam 37,5%. Outra preocupação é com o setor de pescados, que teve isenção parcial na tarifa de 25%, mas agora está exposto à tarifa de 12,5%. Dependendo do código de enquadramento do tipo do pescado, as duas sobretaxas poderão ser acumuladas, aumentando significativamente o custo de entrada no mercado norte-americano", afirmou.


Embora frango e ovos tenham participação reduzida nas exportações capixabas para os Estados Unidos, o secretário destaca que a perda de competitividade no maior mercado consumidor do mundo representa um sinal de alerta para toda a cadeia produtiva.


Bergoli também defendeu uma atuação do governo federal para tentar reverter as medidas e ampliar a lista de produtos beneficiados pelas exceções.

"É fundamental que o Governo Federal, por meio da diplomacia e dos canais de negociação comercial, continue buscando a revisão dessas medidas e a inclusão dos setores ainda prejudicados nas listas de exceções. Barreiras dessa dimensão geram insegurança, afetam contratos e podem comprometer investimentos, empregos e a renda dos produtores", concluiu.




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