Empresa capixaba transforma casca de café em produto que ajuda plantas a absorver nutrientes
A casca do café, que sobra depois do processamento dos grãos, ganhou uma nova utilidade no Espírito Santo. Uma empresa de Vila Velha encontrou uma maneira de aproveitar esse material na produção de um insumo biológico que ajuda as plantas a absorver melhor os nutrientes do solo.
A ideia é da SymBiotech, que utiliza a casca como base para transportar microrganismos benéficos às plantas. Assim, o resíduo da produção cafeeira pode voltar para o campo e ser utilizado no próprio cultivo agrícola.
O trabalho começa com a casca seca, fornecida pelos produtores rurais. Ao chegar à empresa, o material é moído e peneirado para que as partículas fiquem menores e mais uniformes.
Depois dessa preparação, são adicionados os microrganismos, que, em contato com as raízes, ajudam as plantas a aproveitar os nutrientes disponíveis no solo.
Na prática, o produtor aplica o material diretamente na região das raízes. Esse processo recebe o nome de inoculação.
Testes estão sendo realizados em Marechal Floriano
A tecnologia já foi testada em tomateiros e agora está sendo avaliada no cultivo de café.
Os testes acontecem em parceria com viveiristas de Marechal Floriano, na Região Serrana do Espírito Santo, onde o produto está sendo acompanhado em condições reais de cultivo.
Durante seis meses, serão observados o crescimento e o desenvolvimento das plantas para verificar os efeitos da aplicação.
A proposta é dar uma nova finalidade à casca do café, aproveitando um material que já existe em grande quantidade na cadeia produtiva do grão.
Novidade é apresentada em Vitória
O projeto integra a programação do Recicla Summit 2026, realizado nos dias 20 e 21 de outubro, no auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), em Vitória.
A tecnologia chama atenção por unir duas atividades ligadas ao campo: o aproveitamento de resíduos da cafeicultura e o uso de microrganismos para auxiliar no desenvolvimento das plantas.
Os testes em andamento vão ajudar a determinar como o produto se comporta no cultivo do café e quais resultados pode oferecer aos produtores.




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