• Cachoeiro de Itapemirim, 04/06/2026
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Alerta no ES: meningite já matou 22 pessoas e casos seguem em alta em 2026


Alerta no ES: meningite já matou 22 pessoas e casos seguem em alta em 2026

O avanço da meningite no Espírito Santo tem acendido um alerta nas autoridades de saúde. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostram que, até o fim de maio deste ano, foram registrados 96 casos confirmados da doença no Estado, com 22 mortes.

O número preocupa especialistas devido ao potencial de gravidade da enfermidade, especialmente nos casos causados por bactérias, que podem evoluir rapidamente e levar à morte em poucas horas se não houver diagnóstico e tratamento adequados.

Um dos casos mais recentes ocorreu em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Uma adolescente de 17 anos morreu em decorrência de meningite bacteriana após ser internada no Hospital Estadual Roberto Silvares. Segundo familiares, ela apresentou sintomas como fortes dores de cabeça, febre, enjoo, vômitos, sensibilidade à luz e rigidez na nuca, sinais clássicos da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas. Em alguns casos, também pode estar relacionada a condições não infecciosas, como doenças inflamatórias, traumas ou reações a medicamentos.

A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, ou seja, apresenta casos durante todo o ano. No entanto, as formas bacteriana e viral são as que mais preocupam as autoridades sanitárias devido à frequência e ao impacto na saúde pública.

As crianças estão entre os grupos mais vulneráveis, embora a doença possa atingir pessoas de qualquer idade.

Em entrevista à CBN Vitória, a médica Mariana Ribeiro Macedo, referência técnica de Vigilância dos Vírus Respiratórios e Meningites do Programa Estadual de Imunizações (PEI) da Sesa, reforçou a importância da vacinação e da atenção aos sintomas iniciais para evitar complicações graves.

Entre os principais sinais de alerta estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e sonolência excessiva. Diante desses sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.

A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra os tipos mais graves da doença e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).




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