TRE-ES condena Instituto Veritá e aponta irregularidades em pesquisa que liderava corrida ao Governo do ES
O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) condenou por unanimidade o Instituto Veritá em julgamento realizado nesta quarta-feira (3). A ação foi movida pelo partido AGIR contra a pesquisa eleitoral ES-09049/2026, levantamento que apontava o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, na liderança da disputa pelo Governo do Estado.
A Corte manteve o entendimento de que a pesquisa continha irregularidades e falhas metodológicas capazes de comprometer a confiabilidade dos resultados apresentados ao eleitorado.
Em seu voto, o desembargador eleitoral Américo Bedê Freire Júnior destacou que o levantamento apresentava “deficiências e impropriedades técnicas capazes de comprometer ou dificultar a indicação da representatividade em um cenário real”. O magistrado também observou que a ausência de um critério neutro de numeração poderia ter influenciado a compreensão dos entrevistados durante a aplicação do questionário.
O parecer da Procuradoria Regional Eleitoral foi ainda mais contundente. O Ministério Público Eleitoral apontou indícios de manipulação na elaboração da pesquisa e sustentou que sua estrutura teria sido construída para favorecer determinados cenários eleitorais.
Segundo a manifestação da Procuradoria, o Instituto Veritá teria se afastado da neutralidade exigida pela legislação eleitoral, afrontando princípios de isonomia e fidedignidade previstos nas normas que regulamentam pesquisas eleitorais.
O órgão também afirmou que as irregularidades identificadas ultrapassam erros meramente formais e configuram um “vício insanável”, motivo pelo qual defendeu a aplicação da multa em seu grau máximo.
Além da pesquisa julgada nesta semana, o Instituto Veritá ainda responde a outros questionamentos na Justiça Eleitoral envolvendo os levantamentos registrados sob os números BR-08831/2026 e ES-06002/2026.
A decisão unânime do TRE-ES amplia o desgaste enfrentado pela empresa em meio ao período pré-eleitoral e reforça os questionamentos sobre a credibilidade de pesquisas eleitorais divulgadas no Espírito Santo.



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