Processo do caso Araceli escapa de incêndio que destruiu arquivo do TJES
O processo de um dos crimes mais emblemáticos da história do Espírito Santo, o assassinato da menina Araceli Cabrera Crespo, em 1973, foi preservado após o incêndio de grandes proporções que destruiu o Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), na Serra, na manhã desta terça-feira (21).
Os mais de 30 volumes que reúnem documentos sobre o caso, incluindo registros das investigações, decisões judiciais e sentenças, haviam sido retirados do arquivo antes do incêndio, a pedido de um magistrado.
O Tribunal de Justiça confirmou a informação e também validou a imagem que mostra as caixas contendo todos os volumes do processo histórico, atualmente armazenadas em local seguro.
O caso Araceli é considerado um dos crimes de maior repercussão do país. A menina, de 8 anos, desapareceu em 18 de maio de 1973, em Vitória, e seu corpo foi encontrado seis dias depois. O crime chocou o Espírito Santo e ganhou projeção nacional, permanecendo até hoje como símbolo da luta contra a violência infantil.
O incêndio no Arquivo Geral do TJES destruiu documentos físicos armazenados no local, que reunia processos das comarcas de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Viana. Segundo o Tribunal, parte do acervo já havia sido digitalizada, o que ajudará a preservar informações importantes.
As causas do incêndio ainda são investigadas pelas autoridades competentes. O TJES informou que realizará uma apuração para identificar as circunstâncias que levaram ao fogo.




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