Cesta básica dispara em Vitória e já leva mais da metade do salário mínimo
A cesta básica ficou mais pesada para o bolso dos moradores de Vitória nos últimos 12 meses. Em agosto, o conjunto de alimentos chegou a R$ 790 na capital capixaba, uma alta de 6,26% em relação ao mesmo mês de 2025.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No acumulado de 2026, entre dezembro do ano passado e agosto, a alta foi ainda maior, de 8,63%. Na comparação com julho, porém, houve uma pequena redução de 0,67%. O valor passou de R$ 795,34 para R$ 790.
Mesmo com a queda mensal, Vitória está entre as capitais que tiveram os maiores aumentos no preço da cesta básica em um ano. Apenas Goiânia, com alta de 7,51%, e Cuiabá, com 6,42%, registraram avanço superior ao da capital capixaba.
O impacto aparece diretamente no orçamento do trabalhador. Considerando o salário mínimo de R$ 1.621, foram necessárias 107 horas e 13 minutos de trabalho para comprar a cesta em agosto.
Depois do desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 52,69% do salário mínimo líquido apenas com os alimentos básicos. Em julho, esse percentual era de 53,04%.
Com o valor de R$ 790, Vitória teve a oitava cesta básica mais cara entre as 27 capitais analisadas. A lista é liderada por São Paulo, seguida por Cuiabá, Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande e Curitiba.
Apesar da alta no período de um ano, sete dos 13 produtos pesquisados ficaram mais baratos entre julho e agosto. A maior queda foi registrada pela batata, que recuou 20,87%. O café em pó também teve redução expressiva, de 5,74%.
Na sequência aparecem açúcar cristal, com queda de 2,77%, banana (-1,24%), óleo de soja (-0,38%), manteiga (-0,30%) e tomate (-0,25%).
Por outro lado, seis produtos subiram de preço. O arroz agulhinha teve a maior alta, de 5,54%, seguido pela carne bovina de primeira, com 1,97%, leite integral (1,05%), feijão preto (0,56%), farinha de trigo (0,48%) e pão francês (0,29%).
Quando o período analisado é todo o ano de 2026, o tomate aparece como o principal vilão da alta em Vitória. O produto acumula aumento de 51,24% desde dezembro.
O feijão preto também teve uma forte alta, de 37,38%, seguido pelo leite integral, com 21,30%, batata, com 18,62%, e arroz agulhinha, com 12,72%.
Nem todos os produtos, porém, ficaram mais caros no ano. O café em pó acumulou queda de 18,58%, enquanto o açúcar cristal recuou 13,54% e o óleo de soja teve redução de 11,79%.
Na comparação entre agosto de 2026 e o mesmo mês do ano passado, a batata acumulou alta de 33,48%, enquanto o feijão preto subiu 29,98%. A carne bovina de primeira aumentou 14,59%.
O café em pó foi um dos destaques positivos para o consumidor, com queda de 23,05% em 12 meses.





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