Vitória começa a usar radar para fiscalizar velocidade de bikes elétricas
Quem circula de bicicleta elétrica em Vitória vai precisar ficar de olho na velocidade. A Guarda Municipal começa a utilizar, a partir desta quinta-feira (17), um radar móvel para mostrar aos condutores a velocidade em que estão trafegando e alertar sobre os limites permitidos.
O equipamento foi emprestado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e será utilizado inicialmente na região da Guarderia. A ação contará com equipes da Guarda Cidadã e da fiscalização de trânsito.
Segundo a Guarda Municipal, o objetivo inicial não é aplicar multas, mas orientar os usuários e mostrar, na prática, quando a velocidade ultrapassa o limite estabelecido.
“É importante esclarecer que não estamos falando, neste momento, de multar o condutor por excesso de velocidade. Inicialmente o equipamento será utilizado como uma ferramenta para trazer exemplos concretos para a realidade dos usuários desses modais”, destaca o coordenador Fagner Pinheiro.
Onde a velocidade é menor?
Nas calçadas compartilhadas de Vitória, a velocidade máxima permitida para bicicletas elétricas é de 6 km/h. Já nas ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, o limite é de 32 km/h.
Esses espaços podem ser utilizados por bicicletas, bicicletas elétricas e equipamentos autopropelidos. Os ciclomotores não podem circular nesses locais.
Durante a ação, o radar vai registrar e mostrar a velocidade do equipamento. Quando necessário, os agentes poderão abordar o condutor e apresentar o número registrado pelo aparelho.
Bike modificada pode exigir habilitação
Além da velocidade, a Guarda Municipal também vai verificar as características das bicicletas elétricas. Isso porque alguns equipamentos podem se parecer visualmente com bicicletas, mas ter sido modificados de maneira que passem a apresentar características técnicas de um ciclomotor.
Nesses casos, o veículo deixa de seguir as mesmas regras aplicadas às bicicletas elétricas e passa a estar sujeito a outras exigências, como habilitação e registro no Detran.
“Hoje existem equipamentos que, visualmente, podem se parecer com uma bicicleta elétrica ou um autopropelido, mas que, por terem sido adulterados, possuem características técnicas diferentes das previstas para essas categorias”, destacou a inspetora Andressa Schumack, da Guarda de Vitória.





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