Polícia Civil intima 160 pessoas para devolver celulares suspeitos de furto ou roubo no ES
Cerca de 160 pessoas foram intimadas pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) nesta sexta-feira (30) por estarem utilizando celulares com registro de furto ou roubo. Os convocados tiveram que comparecer à delegacia para entregar os aparelhos e explicar como fizeram a compra.
A ação faz parte da 11ª etapa do Projeto Recupera, iniciativa criada em julho de 2024 para localizar telefones furtados ou roubados e devolvê-los aos verdadeiros donos.
Segundo a Polícia Civil, muitas pessoas acabam comprando celulares usados sem saber que os aparelhos possuem restrições criminais. Por isso, durante a intimação, os usuários têm a oportunidade de esclarecer a origem dos telefones e realizar a entrega voluntária.
O chefe da Divisão de Inteligência da PCES, delegado Sérgio Aurich, explicou que o trabalho busca identificar quem está utilizando esses aparelhos e impedir que celulares furtados ou roubados continuem circulando no mercado.
“Com o Projeto Recupera, buscamos identificar as pessoas que estão em posse de celulares com restrição criminal, recuperar esses aparelhos, devolvê-los às vítimas e acabar com essa cadeia criminosa de compra de aparelhos furtados ou roubados e venda no comércio ilegal”, afirmou.
Desde que o projeto começou, 2.136 celulares já foram recuperados. Nesta nova etapa, além das intimações, a Polícia Civil também vai devolver aparelhos localizados em operações anteriores. Ao todo, 60 vítimas poderão recuperar seus telefones.
Para localizar os aparelhos, os investigadores utilizam tecnologias de rastreamento, informações fornecidas por operadoras de telefonia e dados compartilhados com outras forças de segurança.
As intimações são encaminhadas por um canal oficial do Governo do Estado. Por meio dele, as pessoas identificadas podem tirar dúvidas, receber orientações e comparecer à sede do Projeto Recupera para entregar o celular.
Quem não atende à convocação pode receber a visita de policiais em casa. Nesse caso, a intimação é feita pessoalmente, e a pessoa deverá prestar esclarecimentos sobre a procedência do aparelho.
O delegado também alertou para as consequências de comprar produtos de origem criminosa. Desde maio de 2026, a legislação prevê pena de quatro a dez anos para o furto de celulares e de dois a seis anos para a receptação dolosa, quando a pessoa adquire um produto sabendo que ele tem origem ilícita.
A Polícia Civil reforça que quem teve o celular furtado, roubado ou extraviado deve registrar um boletim de ocorrência e informar o número do IMEI, código que identifica o aparelho. Quanto mais informações forem fornecidas, maiores são as chances de localização.
Para quem pretende comprar um celular usado, a orientação é verificar a procedência do produto, exigir a nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo dos praticados no mercado.
A recomendação para quem receber uma intimação é comparecer à unidade policial e explicar como adquiriu o telefone. Segundo a polícia, a colaboração pode ajudar a esclarecer a situação e evitar complicações durante a investigação.



COMENTÁRIOS