• Cachoeiro de Itapemirim, 11/03/2026
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Piloto investigado por rede criminosa em SP pode ter feito segunda vítima no ES


Piloto investigado por rede criminosa em SP pode ter feito segunda vítima no ES

Uma criança de 11 anos, do Sul do Espírito Santo, pode ser a segunda vítima da rede criminosa que está sob investigação em São Paulo e que seria mantida pelo piloto da aviação comercial Sérgio Antonio Lopes.

A informação veio à tona durante o depoimento prestado na terça-feira (10) pela mulher de 29 anos, presa em Marataízes e suspeita de integrar e colaborar com o grupo investigado.

Segundo as apurações da Polícia Civil de São Paulo, a mulher já enviava imagens da própria filha, de 3 anos, para o piloto, apontado como líder do esquema. Ela também planejava um encontro para que ele tivesse contato direto com a criança.

A suspeita gravava e encaminhava vídeos da filha para o investigado, que pagava entre R$ 30 e R$ 50 pelos registros.

“Eram solicitados vídeos e fotos mediante pagamento. Nesses vídeos, havia situações envolvendo crianças que eram gravadas e enviadas”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão a Crimes contra Crianças e Adolescentes do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil de São Paulo.

Suspeito explorava vulnerabilidade financeira

A delegada do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo, Gabriela Enne, explicou que o piloto buscava pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e oferecia pequenas quantias em dinheiro para que gravassem os vídeos. Os pagamentos, muitas vezes, eram utilizados para a compra de alimentos.

Segundo a investigação, o piloto orientava que a mãe colocasse a criança em determinadas situações para a gravação dos vídeos. Após produzir o material, a mulher enviava os registros e recebia o pagamento por meio de transferências via Pix.

De acordo com a polícia, a suspeita morava no quintal de uma residência com outros familiares, que ficaram chocados ao descobrir os fatos.

Investigação chegou ao ES após análise de celular

A conexão com o Espírito Santo foi descoberta após a apreensão de materiais eletrônicos do piloto investigado.

Durante a análise do celular, investigadores encontraram conversas com uma mulher de Marataízes que enviava conteúdos envolvendo a própria filha. Segundo a polícia, a criança tinha apenas dois anos quando os registros começaram a ser feitos.

“Ela acabou dizendo que apagou alguns vídeos que foram feitos quando a criança tinha dois anos e seguiu até os três anos”, afirmou a delegada Gabriela Enne.

A polícia informou que as conversas entre o piloto e a suspeita ocorriam desde agosto do ano passado, principalmente por meio do WhatsApp. Eles teriam se conhecido na praia de Marataízes, durante uma viagem do piloto. A mulher trabalhava no local vendendo produtos artesanais.















“O crime só cessou quando o piloto foi preso, pois não tinha mais contato entre os dois”, afirmou a delegada Luciana Peixoto.




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