Polícia intercepta R$ 200 mil que seriam usados para compra de fuzis na Rocinha e expõe braço do TCP no Espírito Santo
Por PCLima
04/03/2026 - 18h09
A Polícia Civil apreendeu R$ 200 mil em dinheiro que estavam sendo transportados pela BR-101 com destino ao Rio de Janeiro. Segundo as investigações, a quantia seria usada para a compra de armas de fogo, especialmente fuzis, no Morro da Rocinha. A apreensão ocorreu na última sexta-feira, dia 27, durante ação integrada das forças de segurança, e foi divulgada nesta quarta-feira, dia 4. O dinheiro era transportado por traficantes ligados ao bairro Planalto Serrano, na Serra. A operação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Penal do Espírito Santo e da Polícia Civil. Mais detalhes serão apresentados em coletiva de imprensa marcada para esta quarta-feira. De acordo com a polícia, a informação sobre o transporte do dinheiro surgiu após a deflagração da Operação Fim da Rota, realizada no dia 26. Com base em dados de inteligência e no uso do sistema de Cerco Inteligente do Estado, os agentes conseguiram identificar o veículo utilizado no transporte. O carro foi localizado e abordado na BR-101, onde os R$ 200 mil foram apreendidos. O montante foi encaminhado às autoridades competentes, e as investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema e aprofundar as apurações sobre a negociação de armamento. Esquema interestadual A Operação Fim da Rota mobilizou policiais civis do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para prender integrantes considerados “invisíveis” da facção Terceiro Comando Puro. Segundo as investigações, os suspeitos atuavam na lavagem de dinheiro, no transporte de armas, como fuzis, e na distribuição interestadual de drogas, apesar de não possuírem antecedentes criminais nem registros policiais. A ação resultou em prisões, apreensões e cumprimento de mandados. No Espírito Santo, foram cumpridos 26 mandados de busca e prisão em Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha, Montanha e Guarapari. Cerca de 60 policiais civis capixabas participaram da operação, com apoio de pelo menos 12 agentes do Rio de Janeiro. Entre os detidos estão profissionais de diferentes áreas, como videomaker, publicitária, cozinheira e mecânico, que mantinham rotina aparentemente comum enquanto, segundo a polícia, atuavam no esquema criminoso.




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