Sites fora do ar: Cloudflare derruba ChatGPT, X, Canva e outros na manhã desta terça (18)
A manhã desta terça-feira começou com um tipo de silêncio estranho no mundo digital. Gente de vários países tentou abrir o X, acessar o ChatGPT, fazer compras na Amazon, editar um arquivo no Canva ou apenas entrar no aplicativo do banco, e nada funcionava. Jogos como League of Legends também ficaram fora do ar. Até o Downdetector, criado justamente para acompanhar esse tipo de pane, passou a falhar.
Por volta das 9h, o volume de queixas disparou. Às 9h08, o Downdetector já acumulava mais de cinco mil registros relacionados à queda em série. No X, o número de reclamações ultrapassou rapidamente a marca de mil publicações, todas descrevendo a mesma sensação de paralisia, páginas carregando pela metade, aplicativos travando e sistemas inteiros indisponíveis.
Em meio à confusão, um nome voltou a aparecer: Cloudflare. A empresa, usada por milhões de sites para organizar tráfego e segurar a linha contra ataques cibernéticos, tornou-se a principal suspeita da instabilidade global. A Bloomberg informou que a companhia abriu uma investigação interna. Nem o site de status da própria Cloudflare escapou: oscilou várias vezes ao longo da manhã, e áreas de suporte ficaram inacessíveis.
Quem acompanha tecnologia sabe que não é a primeira vez que isso acontece. Quando a Cloudflare falha, o efeito dominó costuma ser pesado. Em 2019 e 2022, quedas semelhantes derrubaram serviços como Discord, Medium, SoundCloud, Coinbase e Dropbox, episódios que mostraram como uma peça fora do lugar pode bagunçar a engrenagem inteira da internet.
O episódio desta terça-feira voltou a lembrar algo simples, mas sempre ignorado até a próxima pane: a vida digital, que hoje sustenta trabalho, comunicação, banco e lazer, depende de estruturas gigantescas que nem sempre são visíveis, e, como ficou claro mais uma vez, nem sempre são estáveis.





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