Portugal endurece regras para entrada de imigrantes e dificulta acesso à cidadania
Entrar em território português ficou mais difícil. A nova Lei dos Estrangeiros, que entrou em vigor nesta quinta-feira (23), trouxe uma série de restrições e mudanças que endurecem as condições de entrada, residência e cidadania em Portugal.
Entre as principais alterações estão o aumento do prazo mínimo para requerer a cidadania, novas exigências para o visto de trabalho, mudanças no período para solicitar reagrupamento familiar e a limitação definitiva da prática de entrar como turista para depois manifestar interesse em residir — procedimento que já vinha sendo restringido desde 2024.
Para o advogado internacionalista Sandro Câmara, o impacto vai além da imigração formal. Ele avalia que o país também sentirá reflexos no turismo.
“A tendência é que o número de turistas também reduza, porque entre esses estrangeiros havia muitos que iam para lá com a intenção de trabalhar. Então isso vai diminuir, sem dúvida, o número de pessoas em Portugal”, afirmou.
O advogado explica que as novas medidas surgem como resposta ao aumento expressivo de imigrantes que buscaram regularização no país nos últimos anos.
“O que motivou isso foi um grande número de pedidos, de manifestações, que ocorreram ao longo desses últimos anos. Há mais ou menos 400 mil processos pendentes ainda”, disse Sandro Câmara.
A nova legislação, segundo o governo português, busca controlar o fluxo migratório e agilizar a análise de processos, mas especialistas apontam que o efeito prático deve ser o endurecimento do acesso à legalização, um movimento que muda o cenário de acolhimento que Portugal manteve nos últimos anos.





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