Retomada de voos em Dubai dá esperança a capixabas retidos em meio a guerra no Oriente Médio
A abertura de corredores aéreos seguros nos Emirados Árabes Unidos, anunciada nesta terça-feira (3), reacendeu a esperança dos 21 capixabas retidos em um navio de cruzeiro em Dubai. O espaço aéreo estava fechado desde sábado (28), após ataques ao Irã, e agora deve permitir até 48 voos por hora, conforme comunicado recebido pelos passageiros.
Entre os brasileiros está o empresário José Carlos Bergamin, vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo. Em entrevista, ele relatou que acompanha com cautela e otimismo a evolução do cenário.
“Hoje já saiu uma quantidade grande de aviões, embora a quantidade de pessoas retiradas daqui não seja alta”, afirmou.
Em vídeo enviado à reportagem, Bergamin disse que a orientação é permanecer no navio, considerado local mais seguro no momento, apesar de já ser permitido desembarcar. Segundo ele, a cidade voltou a funcionar parcialmente, ainda com restrições.
“Passou aquele primeiro e grande estresse do início, um certo até pânico de não saber o grau de perigo em que estávamos envolvidos e a dimensão do contexto todo da região. Agora a gente já está, assim, pacificado. De uma forma muito otimista, talvez a gente consiga ir embora já nesse final de semana”, declarou.
Horas depois, o empresário relatou novas explosões ouvidas da embarcação. “Agora à noite, algumas explosões foram ouvidas aqui do navio, parece que é na embaixada dos Estados Unidos”, disse. Ele acrescentou que, à tarde, também foram registrados estrondos que teriam feito o navio tremer levemente. “Acho que são interceptações de mísseis ou drones. Chegou a tremer um pouquinho. Então, dá a impressão, sim, que houve um retrocesso, mas na minha expectativa, eu acho que não.”
O Ministério das Relações Exteriores informou que está ciente da situação dos brasileiros. Em nota, o Itamaraty afirmou que a Embaixada do Brasil em Abu Dhabi permanece à disposição para prestar assistência consular.
Segundo documento repassado aos passageiros, o governo brasileiro solicitou o cadastramento dos cidadãos que estão na região. Após o registro, os brasileiros deverão receber atualizações sobre possíveis esforços de repatriação e outras orientações oficiais.




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